No meu mundinho

E nesses meus pedaços eu me distraio em teu olhar

Nas nossas cobertas… nas nossas conversas…

Ficam rastros de nós dois, eu te devoro no meu beijar

Aqueles braços estendidos voluptuosamente insanos

Me instigam, me rasgam, me são doces profanos

Atravessar madrugadas é pouco nesse teu anseio

Por meus toques, meus lábios, meu corpo esnobe

Escala tua vontade nos meus labirintos inteiros

O tempo é rápido e açoita nossa noite crua

Na minha pele, no calor da superfície nua

Se confundem nossos suor e cabelos

Onde poros são meros portos espertos dos não mortos

Foge tua língua e a paixão desnorteia meu ego

Sipá teste-me o que é amar sem que tema surtar

Me esvaí as forças e notoriamente me cala a boca

Me desfaz do mundo, simplesmente me deixas no sufoco

E se de tudo isso virasse mera fagulha de pó

Nossas costas marcariam cicatrizes no rosto doutro

O assinalado nada mais será do que regra de ouro

Para não arranhar outros egos, nem ferir o seu

Ainda absorto em ti, te querendo mais ainda…

Autor: Denner Hartmann

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